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Porque os feedbacks não funcionam

October 27, 2015

 

 

  

Você deve estar pensando que vou falar de um feedback eficaz, não é? Que um feedback eficaz precisa ser focado em fatos (comportamentos observáveis) e precisa ser dado no momento certo. OK, mas isso todo mundo já sabe. 

E por que então, mesmo que a gente faça tudo isso, não funciona? Em geral o outro se sente ofendido ou não muda? Ou então nem se devidamente reconhecido?

 

Eu tenho minha teoria. E é só uma teoria baseada na minha experiência no mundo corporativo que quero compartilhar com você.

 

Em primeiro lugar, o feedback que não partir de forte intenção de ajudar o outro não serve para nada. Quando muito, serve para causar um trauma ou um pontapé na autoestima do outro cidadão. Daí, mesmo seguindo o “protocolo do feedback eficaz”, é um tiro no pé. Então meu caro, se for dar um feedback, se pergunte: Para que me serve esse feedback? E para que serve para o outro? Se a resposta estiver relaciona a coisas do tipo: “Tenho que dar, porque é meu dever”. Ou então: “Faz parte do ciclo anual da empresa, e me pediram feedback.” E quem sabe: “Eu tenho muito conhecimento e ele precisa aprender.” Pode parar por aí. Você precisa ter um interesse genuíno em ajudar, em desenvolver o outro ou em melhorar a sua relação com o outro. Aí sim.

 

Em segundo lugar, o feedback não é um monólogo. Que esconde algo como: “Eu aqui, um ser magnânimo e maravilhoso sei exatamente o que você precisa mudar”. E sim uma conversa franca e aberta em que trago minha interpretação de algo que o outro fez ou deixou de fazer e como ele pode melhorar, ou que coisas ele pode seguir fazendo - porque fez muito bem. Dessa forma, podemos ter uma relação cada vez mais produtiva. Se for assim, cabe pedir permissão para dar seu feedback e perguntar se sua interpretação do fato faz sentido ou não. Bingo! Baita sinal de humildade e maturidade.

 

Em terceiro lugar, essa conversa deve gerar um compromisso mútuo em direção ao futuro. Que leva a ações diferentes de ambas as partes. Se não, fica só no blá, blá, blá.

 

Por tudo isso, só dou feedback se estou conectada com o outro. Se me importo com o que importa para ele. E se a nossa relação for importante para mim. Assim, qualquer conversa difícil fica muito mais fácil. Sem ofensas e sem traumas.

 

Roberta Perdomo

Coach Ontológico e Consultora

 

 

 

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