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Primeiro, jogue fora todas as ferramentas de RH

January 26, 2016

Calma. Não sou uma ativista contra a área de Recursos Humanos. Principalmente porque eu sou uma profissional dessa área e acredito que bons processos e sistemas de RH tendem a contribuir com os resultados de uma organização.

Porém, o que eu vejo na maioria das organizações são cópias e mais cópias de processos de RH de organizações multinacionais em geral bem sucedidas que não tem nada a ver com a cultura e clima da organização em questão.

 

Além disso, tudo começa com o desenho da ferramenta ou do processo. Faz-se um belo “benchmarking”, sem olhar para dentro. Sem entender o que mais importa para o negócio e para as pessoas da empresa.  Então, começa a implementação. E depois de alguns anos, se descobre que as pessoas ou não usam a ferramenta ou não sabem usar, ou usam somente para cumprir o check list de RH. Algo do tipo: “Mais um formulário para preencher”.

 

O clássico exemplo são as famosas avaliações de desempenho. Em geral não servem de nada. Na melhor das hipóteses, servem para distribuir o bônus. E o que está por trás de um sistema de gestão do desempenho? Para mim são as conversas. Conversas profundas entre líderes, pares e equipes para definir propósito comum, metas e coordenar ações em direção a um resultado. Conversas para falar do passado de cada pessoa (resultados) e do seu futuro (sua carreira e quais são novas ações a serem executadas). Conversas para que líderes conheçam e escutem suas equipes e vice-versa.

 

Afinal, estamos todos falando de seres humanos né? Parece batido, mas não é isso que vejo nas empresas. Só vejo sistemas para monitorar o trabalho alheio. Isso mina o potencial humano. Acaba com a criatividade e com a inovação. Por isso vamos jogar tudo fora e começar de novo. Vamos começar criando uma cultura de conversas. Uma cultura de conversas produtivas, a partir do que importa para a empresa, para a equipe e para cada indivíduo. Que gerem transparência, confiança e principalmente ações efetivas em direção a resultados extraordinários. Depois disso, uma ferramenta só tende ajudar. E pode ser algo bem simples. Sem burocracias. Com a “cara” da sua empresa. Para isso, esqueça aquele modelo bacana que você viu por aí. 

 

Roberta Perdomo

Coach Ontológico e Consultora

 

 

 

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