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Porque você precisa parar de gerenciar pessoas

March 15, 2017

Os tempos mudaram. Falamos de Indústria 4.0, Motivação 3.0, Inteligência Emocional 2.0 e mais alguns X.0 virão. Porém a forma de lidar com pessoas no ambiente de trabalho segue na mesma. Os programas de formação de líderes são, em geral, direcionados a desenvolver capacidade de gestão de pessoas. Mas será que as pessoas precisam mesmo de gestão?

 

É aí que está a grande mudança de modelo mental que precisamos trazer à tona nas organizações. Hoje (e talvez desde sempre) nós queremos espaços de aprendizado, momentos inspiradores e queremos fazer a diferença no mundo. Por tudo isso, as pessoas não precisam ser geridas. Precisam de autonomia e propósito, como sustenta Daniel Pink no seu livro Motivação 3.0.

 

E por que então insistimos em gerir pessoas? A palavra gerência é bem antiga. Rafael Echeverría em La Empresa Emergente traz em sua narrativa o surgimento do Gerente, o antigo capataz, na época de Taylor e Henry Ford. Alguém capaz de controlar e dirigir a mão de obra ou os “recursos humanos” como nós fomos todos chamados, e ainda somos. Isso porque, para resolver a questão de produtividade, precisávamos de um estilo de gestão chamado de “comando e controle”. Naquela época (e parece que até hoje), fomos considerados seres incapazes de fazer um bom trabalho sem supervisão. Fomos tachados de insubordinados e desobedientes. E hoje? Ainda precisa ser assim?

 

Eu tendo a acreditar no potencial humano e na autonomia como fontes de inspiração e consequentemente, de engajamento. Como resultado disso, desempenho excepcional. Se continuarmos gerenciando pessoas, continuaremos obtendo os mesmos resultados colhidos até agora. E alguns dados mostram o assustador índice de insatisfação com o ambiente de trabalho no mundo todo.

Refletindo sobre tudo isso, compartilho a minha interpretação de alguns fatores que se tornam chave para a liderança atual (que estão chamando de líder digital ou líder 4.0):  

  • Ao invés de direcionar, forme pessoas e equipes autodirigidas. As pessoas são capazes de traçar suas metas, de acompanhar seus próprios resultados. Para fazer isso, desenvolver pessoas é fundamental. Use a escuta e a conversa como as bases para criar o contexto adequado à autogestão.

  • Esqueça estilos de gestão. Fortaleça o seu estilo a partir de autoconhecimento e autodesenvolvimento. O líder 4.0 é um ser humano radicalmente melhor.

  • Pare de tentar mobilizar e motivar e atue como um facilitador. Para isso, deixe seu ego de lado e promova espaços de cocriação, onde as pessoas possam aparecer mais que você. Isso tornará o ambiente de trabalho um espaço de aprendizado estimulante.

  • Tenha coragem e seja 100% transparente. Confiança é a base de tudo e da “nova organização”. Afinal, para que todos possam ser autônomos, você precisa deixar seus medos de lado e passar a confiar em si e nos outros. De verdade, sem rodeios.

     

     

Roberta Perdomo

Coach Ontológico e Consultora

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